Tive uma experiência desagradável com uma colega que morreu de leucemia recentemente. Se chamava Juliana e morreu com 22. Tinha a certeza que ainda ia viver muito e tratava da sua doença como passageira. Quando a coisa se agravou só pediu a Deus que não morresse com dor e que as pessoas não sofressem pela sua falta. Levei um susto depois de saber de sua morte.
Fico pensando que uma morte repentina assim acaba com sonhos das pessoas já que é poucas pessoas que morrem novas.
Uma pessoa de 22 não vai ter a preocupação de morrer do que uma pessoa de 72 que apesar de um pouco de otimismo se prepara para um possível falecimento.
A foto distorcida do péssimo jornal regional iguaçuano Hoje mostrando o cadáver dela no sepultamento me deu mais dor no coração e a certeza que a morte não dá notícias de que vai chegar e sim já vai entrando sem aviso.